
Esta é mais uma história daquelas que mexem com a gente....que marcam.
A diferença dessas histórias para as outras, é que esta é real.
Um belo dia, em nossa casa apareceu um cachorro. É, um cachorro que surgiu não sei de onde, a mando não sei que quem. Mas veio.E nunca descobrimos de onde surgiu esse animalzinho que veio prá alegrar nossa casa... Era um cão baixinho, de pelos pretos, patas curtas e uma carinha de malandro...Mas um pouco triste. Sempre sozinho, afastado, desconfiado. Cabisbaixo. Algumas pessoas o chamavam de gigante, outros de Besteirinha, e nós, o batizamos de Jhony. Não sei porque, mas eu o batizei assim, porque achei a carinha dele parecida com de um Jhony...Meu marido cuidou das feridinhas no corpo. Levou na Faculdade para ser tratado, limpo, vacinado. O bichinho estava morre e não morre. Mas não morreu. E virou um companheiro. E que companheiro! Tomou posse da garagem da casa....da cozinha, da sala e de nós...parecia que veio para cuidar, zelar por nossa segurança. Para uma pessoa encostar aqui em casa, precisaria chegar com jeitinho, porque ele avançava mesmo...Baixinho valente!E se apegou tanto a nós, que..como um ato de gratidão, sempre acompanhava um de nós até o ponto de ônibus. Um por um. Deixava e voltava....Sempre com passos suaves, cabeça baixa...Oh Jhony...
E assim foi durante 1 ano e meio. O Jhony já era da família e todos nas redondezas o conheciam.
Um belo dia, alguém da vizinhança veio nos avisar que Jhony estava passando mal...vômito, fraqueza, essas coisas. Meu marido, tentou ajudá-lo com veterinário, mas pela manhã ele não resistiu. Pobrezinho , morreu....que tristeza. Poxa, logo o Jhony? Achamos que foi envenado, mas....A rua parecia sentir a sua falta...aquela passinhos nas ruas. Parecíamos ouvir. Mas não.
Bom, passaram-se dois dias exatamente. Ao chegar do trabalho lá pelas 23h00min, encontrei na minha garagem outro cachorro. Meu pai! Levei um susto? Como assim???? O que é isso? Chamei meu marido e perguntei, onde encontrou esse cachorro? E ele disse que nunca tinha visto na vida. E estava tão assustado como eu. Porque o cachorro já estava dentro da garagem, deitado e com uma intimidade com a gente, como se já nos conhecesse. Gentê! Isso é estranho! Mas não era um cachorro e sim uma cadela! Lindinha! Alta e com aproximadamente três meses de vida. Tinha uma coleira. Dócil, carinhosa e muito, muito esperta! Inteligente! Ao contrário do Jhony, é muito alegre e sapeca. Veio de onde? Não sabemos. Já procuramos o dono e nada... E não vai embora por nada...Já a levamos nas esquinas e a deixamos lá para ver se encontrava o dono ou se o dono a encontrava. Que nada! Mais tarde, lá estava ela na porta de casa, latindo, como que pedindo para abrirmos a porta. Será uma namoradinha que o Jhony deixou? O jeito é adotá-la. E já tem um nome. É Fanny. Porque não sei... Acho que ela tem cara de Fanny. Fanykyta. Nossa cachorrinha é limpa e bem tratada. Seja de quem for ou de onde veio, veio para não substituir a falta do Jhony, mas para ocupar esse vazio que ficou na garagem, na sala, na rua... Jhony Jhony onde quer que você esteja, sentimos sua falta e matamos a saudade com a Fanny. É... fazer oque se ela nos escolheu. Se eles nos escolheram, né? Que bom que vieram... Abraços...

